quinta-feira, 2 de abril de 2009

Classicismo - Luís de Camões


Luís de Camões representa a síntese do Renascimento português e é o seu máximo expoente.

Na sua obra lírica destaca fortemente a cultura renascentista e a influência petrarquista. A poesia amorosa camoniana responderá aos tópicos da exaltação da mulher amada, mas constitui-se numa das mais profundas reflexões sobre o sentimento amoroso.

”Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamente descontente,
É dor que desatina sem doer.”

A natureza também constitui outro dos temas mais usuais, não só como lugar onde se desenvolve a ação mas como motivo em si próprio embora os cenários sejam totalmente artificiais e respondam somente a modelos estéticos. Devemos também referir a sua reflexão da sociedade portuguesa à que critica pelos seus vícios e os seus novos modelos de vida.

”Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.”

Na épica, a obra mais importante é Os Lusíadas, a mais traduzida de toda a literatura portuguesa. Nesta obra conta-se a história de Portugal através de dez cantos onde o povo português é o principal protagonista, sendo consideradas as suas lusíadas, as suas façanhas, como superiores inclusive às dos modelos gregos e latinos. A temática fortemente vinculada ao momento em que foi escrita tem uma ideologia expansionista, guerreira e nobiliária, mas tem também como motivo principal a exaltação do esforço e do valor humano. Os Lusíadas tem também uma finalidade moralizante que é mostrada no fim de cada canto e onde se elogiam os valores próprios do Humanismo, como a onipotência do homem e do esforço humano e o valor da glória e da fama como recompensa.
Camões também cultivou o teatro mas não está à altura das demais criações.

Para mais imformações, visite nosso outro blog: Camões Lírico.

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